Infecções primárias de corrente sanguínea em lactentes em um Hospital Universitário do Sul do Brasil

Soraia Bernal Faruch, Fabiana Gonçalves de Oliveira Azevedo Matos, Débora Cristina Ignácio Alves

Resumo


Justificativa e objetivo: As Infecções Primária de Corrente Sanguínea (IPCS) em crianças são conceituadas como um evento preocupante, visto que podem repercutir em sequelas significativas a longo prazo. Caracterizar as infecções primárias de corrente sanguínea em crianças menores de um ano de idade internadas em um hospital universitário. Método: Trata-se de um estudo documental, retrospectivo, transversal, com análise quantitativa dos dados, realizado por meio da análise das notificações das IPCS do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar em crianças menores de um ano de idade, documentadas entre janeiro e dezembro de 2020. Resultados: Foram notificados 117 casos de IPCS (100%), dos quais 21% (n=25) foram identificados em crianças menores de um ano; desse total, 60% (n=15) foram vinculadas ao uso de cateteres centrais de inserção periférica e/ou central; entre os microrganismos isolados houve predominância de Staphylococcus haemolyticus (n=5; 20%); com relação ao perfil de resistência antimicrobiana, 80% (n=8) dos microrganismos multirresistentes eram Estafilococos Coagulase-Negativos; e com relação ao desfecho, 36% (n=9) dos pacientes evoluíram para óbito. Conclusão: Reconhece-se a importância de prevenir as IPCS em lactentes sendo imprescindível o uso consciente de antimicrobianos e a adoção de boas práticas em saúde. É fundamental a conscientização dos colaboradores de saúde, visto que a eficácia das estratégias protocolares depende da adesão dos mesmos.


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