Cenários Atuais de Transmissão da COVID-19 em Belo Horizonte/MG e Itabuna/BA: análise das primeiras 4 semanas da pandemia

Andre Luiz Silva Alvim, Bráulio Couto, Carlos Starling, Joaquim da Cunha Junior

Resumo


Objetivo: avaliar o cenário da pandemia de COVID-19 nas cidades de Belo Horizonte/MG e Itabuna/BA. Métodos: trata-se de um estudo de modelagem de dados que utilizou a dinâmica de doenças infecciosas, dividindo a população em quatro compartimentos (Susceptível, Exposto, Infectado e Recuperado). Para a COVID-19, alguns parâmetros foram obtidos de experiências internacionais. Valores de R0 (número básico de reprodução) e T_infectious (período médio de infectividade) foram calculados por otimização: dados observados numa região são usados para a minimização do erro quadrático do modelo SEIR. Resultados: as validações foram feitas com dados da Itália, Suíça, França, Espanha, Alemanha e Coreia do Sul. Para Itabuna/BA, o modelo SEIR de duas fases tem os parâmetros: R0-I=1,2;  T_infectious-I=2,0 dias; R0-II=2,0;  T_infectious-II=2,0 dias. Para BH: R0-I=13,4;  T_infectious-I=12,7 dias; R0-II=0,7;  T_infectious-II=6,7 dias. Em Itabuna, estão esperados 54 casos com 45 dias após o início da pandemia e mais de 400 casos após 60 dias. Já em BH, estão previstos poucos casos a partir do 45º e 60º da pandemia. Conclusão: os dados sugerem fortemente que as intervenções não farmacológicas implantadas em Belo Horizonte estão funcionando, a disseminação está, até o momento, sob controle. Quanto a Itabuna, os dados mostram um descontrole da pandemia.


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